Isto
vai de mal a pior. Já nas cortes de Leiria de 1372 Dom Fernando se queixava que
el-rei seu pai somente lhe deixara as estradas do reino pelo que havia
necessidade de aumentar significativamente a tributação, digo os impostos. Sabe-se
que a oposição popular nelas representada não consentiu tal inda que clero e
nobreza estivessem dispostos a pactuar com o rei.
Bem
actualmente nem as estradas do reino são nossas, sabido que estão nas mãos das famigeradas
PPP, parcerias público privadas, e o tuga esportulado cada vez que por elas
pretende circular.
Mas
não é tudo, isto é nada é, nada é já nosso, os bancos nas mãos de quem calha,
espanhóis à cabeça. Só a CGD se safa, para mal dos nossos pecados pois nos esmifra
com a mesma consideração e empenho de qualquer outro banco que de português só
tenha o nome.
A Caixa
de Crédito Agrícola CCA é outra excepção, mas nessa não pegam porque cada agência
é independente, todas juntas nem tem uma estratégia própria, nem sequer
dimensão capaz de nos ajudar, e se a nós não ajuda muito menos mete medo à
concorrência que, como acabei de dizer é estrangeira.
Hoje está tudo na mão de estrangeiros, A
estrangeirada do é dona de tudo quanto era nosso sem que ninguém tivesse sido
julgado como traidor, por muito menos arrancaram pelas costas o coração ao
Conde Andeiro, mezinha que devíamos aplicar a mais gente do que se pensa,
começando por alguns juízes e procuradores.
Nossa
mesmo só uma pequena seguradora que tem uns meros 3% do mercado nacional e nas
mãos da atrás falada Caixa de Crédito Agrícola CCA todas as outras foram
passadas a pataco nas nossas barbas.
Em
45 anos conseguimos consolidar a revolução de Abril, acabámos com agrários,
latifundiários, capitalistas, banqueiros, bancários, e agora vergamos a mola ou
dobramos o joelho, tudo mendigando de chapéu na mão aos novos senhores,
estrangeiros e donos de tudo quanto era nosso.
É
obra !
As
empresas estratégicas como a EDP a TAP centenas de outras passaram da esfera nacional
e pública para mãos de estrangeiros variados, fundos desconhecidos, chinocas e
pretos mal formados, as quais colhem agora os rendimentos dos monopólios há
muito pensados e construídos para gerarem lucro que ajudasse este país e este
povo.
Foi
uma revolução de veludo, de veludo e com vaselina, ludibriados pelos nossos
partidos, deputados e governantes, os tugas foram espoliados e são agora
metecos na sua própria terra, escravos na sua própria nação.
É
obra !
De
nosso temos apenas uma dívida colossal e corruptos a granel, um ministro da
defesa anedótico e outro mentecapto no ambiente, fazendo de Portugal o caixote
de lixo da Europa. Quanto ao resto tem sido sempre a descer.
Não
acham que já basta ?
Basta
e chega !
Fomos
roubados, estamos sendo espoliados. Há 45 anos que consentimos sem um pio, um
protesto, é hora de alguém empunhar o estandarte e a defesa deste povo, é hora
de dizer chega, é a hora do CHEGA, meditemos…
E
porque era importante que estas empresas estratégicas continuassem nas nossas
mãos ? Porque era dos seus lucros que eram pagas as despesas com a saúde, a
justiça, o ensino a segurança, a previdência, os défices nos transportes etc etc
Agora todas essas importâncias revertem como rendimentos para gente de fora. Como
pagar então às polícias, aos juízes, aos professores, aos médicos, aos enfermeiros,
melhorar estradas e caminhos de ferro etc. etc. ? Carregando nos impostos com
D. Fernando estava preparado para fazer. Agora aguenta tuga, foste cego, foste
parvo, foste distraído, agora chora.
Até o
Alentejo o nosso querido Alentejo está nas mãos dos estrangeiros. Verdade que
caminhamos para o primeiro lugar na produção de azeite, Mas agradeçam aos
espanhóis, donos das Terras, dos Olivais intensivos que nos afrontam o respirar
e dos Lagares que nos cospem para cima o bagaço de mau nome. Não tarda
começarão a tomar conta das vinhas e das adegas, aguardemos pois não demorará
que o façam. Uma vez mais nas nossas barbas e com o nosso beneplácito
consentimento, consentimento e cumplicidade.
A
menos que o CHEGA os trave, os mesmos traidores de sempre estarão prontos a
vender a pátria por trinta dinheiros. Meditai. Roma não pagava a traidores, é
hora de colocar em prática tão eficaz norma do direito romano…

