
Há
bem poucos dias o parlamento inviabilizou pela primeira vez em 46 anos, uma
licença para que um deputado candidato participasse livremente na campanha para
a presidência da república.
Dias
atrás um jornalista encartado veio (na sequência de Francisco Medina e de
outros), advogar que se deveria cortar a voz ao microfone de André Ventura. Não
demorará muito até que o parlamento em peso vote que lhe cortem o pescoço.
Confesso
que estas atitudes mesquinhas em relação a um recém-chegado ao sistema, e que o
próprio sistema criou, me têm feito vê-lo antes, ou mais como um abnegado mártir e um lutador
contra o parlamentarismo bacoco nesta democracia de instalados, que um perigo
para os ditos órgão e regime.
Se
dúvidas tinha já as perdi, se o homem incomoda tanto e tantos alguma razão terá
a assisti-lo e confesso ter André Ventura conquistado inequivocamente o meu
apoio e o meu voto.
Aliás
parece até ser a única voz lúcida no manicómio em que este país e esta
democracia se tornaram. Quem agora tanto o contesta parece ter esquecido que a
democracia tem regras, mas não tem donos, e que eu saiba apesar das enormidades,
alarvidades e falsidades de que tem sido injustamente acusado, André Ventura
ainda não transgrediu nenhuma das sacras regras consignadas na nossa velha e
caduca Constituição, essa sim a pedir uma valente reforma.
Olhado
à luz dos nossos dias, o 25 de Abril, essa
madrugada libertadora, transformou-se num exemplo da história da iniquidade,
da desigualdade, da injustiça, da demagogia, da corrupção, de tudo menos da democracia
que o 25 de Abril prometera, tendo-se este corrompido e tornado exemplo do
maior bluff e do maior falhanço da nossa história. Em simultâneo e paulatinamente
tem vindo a transformar-se um regime mais desigual do que aquele que pretendeu
substituir e derrubou.
Os
três D’s prometidos ficaram por concretizar, Democratizar (mal e porcamente), Desenvolver
(engordando os ricos e multiplicando e empobrecendo os pobres), e Descolonizar (a vergonha das vergonhas), não
passam hoje de um cliché batido a propósito de tudo e de nada mas nunca
cumprido. De um regime de miséria que contudo nos deixou uma montanha de ouro,
passámos para um regime que nos deixará na miséria e com uma dívida do tamanho
do Everest.
Em
46 anos este país não fez um único negócio proveitoso, mas muitos dos seus
filhos, a exemplo do regime anterior, têm enriquecido mas nem deixam saber como,
tornando-se os novos eleitos, os tais eleitos que era suposto terem sido apeados
dos privilégios que a todos deveriam caber e não somente a alguns.
Acusam
André Ventura de populismo, e em boa verdade tenho observado serem as suas
ideias cada vez mais populares e cada vez mais compreendidas e aceites por um
número crescente de portugueses. Em contraponto estão os velhos DDT e demagogos, os partidos de um
sistema que vêm debitando demagogia há 46 anos, que nem ao menos parecem interessados
em pôr-lhe cobro e darem corpo e coerência a tanta coisa dita e repetida, isto
é, a cumprirem com o que há 46 anos nos prometem.
Populismo / demagogia
é a grande aposta das próximas eleições, ou queremos um presidente palhaço e que
de tal está farto de dar mostras e exemplos, ou uma socialista incoerente, inconsequente,
que um partido tem vindo ao longo de anos pintando de vermelho para enganar as
tendências mais à esquerda e os mais parvos do séquito, ou queremos André
Ventura, o único candidato preparado, lúcido, disposto a lutar pelo país e não
pelo partido ou por interesses pessoais ou obscuros como até aqui tem acontecido. André
Ventura denuncia porque tem os olhos abertos, todos os outros os têm
propositadamente fechados há décadas.
A luta vai ser aguerrida e titânica,
está em causa a continuidade desta podridão mansa dos instalados contra a
pobreza que nos morde e ameaça. Vai ser uma luta renhida entre os privilégios
indevidos, contra a desigualdade a que nos votaram, uma luta pela democracia a
que temos direito. André Ventura é o único defensor e garante do derrube
democrático deste regime que só a alguns benificia. André Ventura é o único candidato que nos
garante a instauração da quarta república e dum regime em que caibamos todos e
todos observemos os mesmos deveres e direitos, com os deveres na frente.

Sim,
os deveres na frente, os tais que tão esquecidos andam e sem os quais a
liberdade de Abril virou libertinagem, voragem, corrupção e pobreza. Somos os
últimos da Europa, e somente os primeiros em tudo o que seja vergonhoso,
desgraça, pobreza e desigualdade. Nem à esquerda em à direita temos elites
capazes, uma vez mais vai ter que ser o povo a correr com Miguel de Vasconcelos,
uma vez mais vai ter que ser o pé descalço a mudar tudo, ele que tudo sofre e a
quem tudo devemos.
Foram
os infantes com D. Henrique na frente o estandarte da Expansão Marítima, mas
foi ao pé descalço que coube realizar os feitos históricos que o mundo conhece
e reconhece. Éramos poucos em 1500, talvez nem milhão e meio, e a equipagem das
naus era comummente arrebanhada entre
prisioneiros, bêbados, vadios, sem-abrigo, pedintes e quejandos que, mal se descuidavam
eram metidos numa nau debaixo das ordens de um comandante ou de um capitão e levados
a cumprir os grandes feitos que os honrariam e nos honram a todos.
A
nossa história trágico-marítima, que
Fausto tão bem descreve em algumas das suas canções, deve tudo aos pés descalços,
que tudo passaram, ultrapassaram e superaram para se salvarem, darem mundos ao
mundo e Glória a Portugal.
A
exemplo dos homiziados (séc. IX a XIII) que após a reconquista cristã eram
atirados para coutos, ocupando o terreno libertado do jugo dos mouros e defendendo
com a vida, a vida que desse modo lhe havia sido devolvida, também na expansão,
e uma vez mais agora, cabe a este povo de pé descalço lutar para se manter em
pé, lutar para se manter de cabeça erguida, lutar para manter a cabeça e não
lhe cortarem o pescoço.
E
lutar contra esta nova Hidra De Sete Cabeças é lutar contra um sistema iníquo
que após 25 de Abril se instalou em Portugal, e lutar por tudo isto é dar o
braço a André Ventura e ajudá-lo a mudar tudo quanto tem que ser mudado para bem
de todos nós porque para mal já basta assim.
E
quando todos parecem dispostos a tudo para calar a voz de André Ventura, só nos
resta dar-lhe o braço, dar-lhe a força do nosso voto, por nós, por Portugal,
pelo futuro !!!