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sábado, 13 de junho de 2020

648 - " CHEGA " EL CATALIZADOR PERFECTO...


Anda bué de gente temerosa e exaltada, para não dizer assustada com o surpreendente aparecimento e crescimento do CHEGA que, inexplicavelmente tem um programa que nem se terão dado sequer ao trabalho de ler. Ouviram dizer e o que ouvem basta-lhes, diria em gíria popular que emprenharam pelos ouvidos.

Temer o CHEGA, um recém-chegado inexperiente, sem força nem peso e com um único deputado que o represente é tolice. De muito o CHEGA só tem de seu polémicas, na sua maioria estéreis e inúteis acumuladas ao longo do seu curto percurso e que, se não lhe têm granjeado mau nome lhe têm contudo dado de borla tempo de antena a que nem pago teria direito ou acesso, tal a aversão que todos parecem prodigalizar-lhe. 

Boa ou má é publicidade, dizem os experts, e o CHEGA aproveita todas as causas para causar polémica e ganhar tempo de antena e espaço nos jornais, apostando forte nas causas fracturantes e dicotómicas, com frases curtas de grande efeito e reacção, foi assim por exemplo com os ciganos, até se aperceber que o tiro lhe estava saindo pela culatra.

A democratização e massificação do ensino, sabemos agora passados 40 anos, produziu ignorância e estupidez, esses predicados caracterizam hoje grande parte da população portuguesa, são predicados visíveis e estão instalados na presidência da república, no governo, ministérios e secretarias de estado, direcções gerais e por aí abaixo. Se a essa tolice juntarem o novo AO e a TLEBS compreenderão melhor a que me refiro. Os spin doctors do CHEGA não são parvos de todo, só em parte, e aproveitam essas características agora tão populares para dar brado e eco às suas estratégias, vulgarmente aceites de forma clara, vulgar e rapidamente pela populaça, a mesma populaça que no tempo dos romanos enchia o Coliseu de Roma.
  
Mas apelar aos instintos mais inatos e básicos das pessoas, se por um lado produz reacção e aceitação certa, por outro tem base num primarismo que granjeou ao CHEGA a adjectivação de populista de que é acusado, porém penso nada haver a temer do CHEGA, limita-se a pescar de modo questionável votos com as artes adaptadas aos espécimes que pululam nas águas onde lança as redes, e tudo que vem à rede é peixe, isto é, são votos. Joga confiante no primarismo do seu eleitorado, mas é um jogo perigoso, pode ser difícil mantê-lo domesticado.


Pode ser polémico o CHEGA, mas é ainda cedo para que o acusemos disto ou daquilo, tem vida curta, não tem cadastro, só o futuro dirá o que será o CHEGA, e o futuro somos nós, o CHEGA será o que nós quisermos. Como qualquer outro partido terá assembleias de militantes e votações, terá tendências, lutas e Congressos, terá moções derrotadas e vencedoras, líderes eleitos e líderes cilindrados, políticas apuradas e sancionadas através do voto popular, portanto nada a temer.

Com razões para temores só temos os partidos instalados, incapazes de captar o voto popular, incapazes de suster a sangria que o CHEGA neles provoca, incapazes de defender e ainda menos de implementar políticas que contrariem este rame rame oportunista e suicida que puxa o país para um buraco negro de absurdos que ninguém entende, a maioria contesta, mas a que partidos e governos não dão ouvidos.

Sem quaisquer dúvidas os males de democratização e massificação do ensino aí estão a justificar a estupidez das atitudes diárias que os governos e os partidos tomam, não existe outra explicação, ao populismo do CHEGA contrapõem-se a estupidez e a demagogia, essas sim de temer, de assustar. O que é o CHEGA é ainda cedo para sabermos, só sabemos que será o que nós quisermos.

O que são os partidos que por aqui deambulam há quarenta e seis anos todos sabemos, poços de interesses, fontes de promessas nunca cumpridas, focos de corrupção, agências de emprego, associações de amigos e de malfeitores e máfias de acólitos. É de meter medo são de temer, a mim assustam-me, assustam mesmo. O mal que fazem ao país é sabido, o mal que nos fazem, o mal que fazem a tudo e todos é conhecido. Todos os dias enche páginas de jornais.

Neste panorama o que é o CHEGA, neste contexto o CHEGA pode ser e deve ser, pretende mesmo ser, o catalisador da mudança. Para já a necessidade do país é mudar, mudar o regime, mudar as políticas para o país, mudar a própria Constituição. O recém-chegado CHEGA é essa bandeira, o CHEGA é esse estandarte, o CHEGA assume essa liderança, o CHEGA é essa vanguarda, o CHEGA neste momento é o catalisador necessário à mudança de regime, é e será o catalisador de sinergias que une todos os portugueses em defesa dos interesses do país e dos próprios, de nós próprios.

Ninguém saberá profetizar se o CHEGA se aguentará no futuro ou não, essa é uma questão que neste momento nem nos deve preocupar, a missão imediata e urgente do CHEGA é energizar, sensibilizar para a mudança, é a mudança que urge, portanto apoiemos essa mudança, portanto ajudemos a mudar o regime, portanto acabemos com a iniquidade e a injustiça, com esta vergonhosa falta de democracia.

É hora de mudar ! És hora de cambiar !