sábado, 20 de junho de 2026

852 - ANDRÉ VENTURA E A LEI LABORAL ...

 


Sou insuspeito, não sou nem militante do Chega nem sequer simpatizante. Neste caso não passo dum interesseiro, apoio o Chega porque me interessa, porque tenho interesse nisso, porque julgo vir a colher melhorias da mudança que somente o Chega poderá protagonizar.

 

Naturalmente pensei, tenho esse hábito há muito tempo, pensar pela minha ou com a minha cabeça, ver, observar, analisar, fazer conjecturas e projecções e então decidir. No caso decidi-me como decidi por não ver a mínima hipótese de mudança que possa ter origem quer no PS quer no PSD, aliás partidos que se têm vindo paulatinamente a imolar a eles próprios e estão condenados às galés, a passar as passinhas do Algarve, a estar arredados do poder por muitos anos, estando a reduzir-se a si mesmos á sua real insignificância.

 

Isto é um facto, são factos verificáveis, mas vamos ao que interessa, quem boicotou a passagem da lei laboral no parlamento ? O Chega ou o PSD ? Acho que o PSD contava com ovo no cu da galinha e teria dado a coisa por achada, sempre conduzira a apresentação e discussão da lei, pelo governo e pela ministra respectiva com a delicadeza do elefante numa loja de porcelanas. Ora se gastaram dinheiro em manicures e esteticistas, deviam tê-lo gasto também com quem soubesse manipular/usar/ apresentar/ a informação, há especialistas nessa área, o governo só tem deitado gasolina na fogueira....

 

A única coisa que o governo conseguiu foi no geral levar a maioria das pessoas a pensar que se trataria duma medida cega que nada viria resolver, antes arranjar mais atritos isso sim, e muitos... E sobretudo criar mais instabilidade, insegurança e desemprego. Não se apanham moscas sem mel... É verdade que de trabalho se precisa, e de muito...  Mas onde estão os postos de trabalho ? Há 50 anos que decaímos, porém é difícil imaginar um governo com tão poucos membros inteligentes como este...

 

Vejamos um mero exemplo, Chile / Portugal antes e após o 25 Abril. Em ambos os casos houve mudanças profundas, uma com violência conduziu, passados 50 anos, a nação chilena ao progresso e riqueza sendo hoje a nação mais desenvolvida e rica da américa do sul. Portugal não viveu violência nenhuma, só mudança e cravos. Por isso nos encontrarmos passados os mesmos 50 anos com uma dívida colossal, tão ou mais atrasados em relação à Europa do que estávamos em 74, sempre de mão estendida e a pedir, a juventude fugindo daqui por falta de futuro, os que ficam sendo sobrecarregados de impostos, com a eficiência do estado e o bem-estar do povinho ruindo a cada dia...

 

 Estamos vivendo num país que vendeu e continua vendendo tudo ao desbarato. Sem que a maioria da população saiba a verdade é que já quase nada é nosso, afogados em problemas que cada um de nós é incapaz de resolver, e que na maior parte nem sequer conhece, enquanto os partidos não se mostram minimamente interessados em mudar de vida... Cada uma destas 2 nações fez as suas opções, não nos cabe criticá-las, apenas observar, comparar e constatar, cada um que faça o seu pessoalíssimo juízo já que a leva de políticos “democráticos” há 50 anos se entretém afundando esta nação….

 

Eu compreendo, uma revolução, uma mudança, faz-se com quem temos á mão... Depois e com tempo se arrumam os móveis... No caso que estamos a discutir quer-me parecer que quem foi o culpado do boicote à lei no Parlamento foi o PSD que não soube levar a água ao seu moinho, não soube ou não quis. Montenegro não quis ser o líder desta nação, não quis carregar o estandarte, a haver mudanças terá que ser o Chega a protagonizá-las, pelo caminho que os resultados eleitorais têm vindo a mostrar será mais que certo. E é forçoso que as haja, caminhamos alegremente para o cadafalso, há que mudar de caminho.

 

André Ventura, que há meia dúzia de anos adjectivei como estando um pouco cru, amadureceu, cresceu, por certo se rodeou de mais e melhores assessores, tornou-se um estratega brilhante, jogou com a mão que tinha e deixou Montenegro e o Huguinho baralhados. Em politica é assim, portugueses somos todos, o que for bom terá que ser para todos, nem sempre para os mesmos nem só para alguns, terá que haver negociações, tolerância de parte a parte, cedências e bom senso, precisamente o que não houve, o que não deixa de ser um exemplo triste já que, olhando para a história, o que tem de ser tem muita força, com proibições ou sem proibições chegar-se-á a uma altura em que o povo se levantará em peso contra o totalitarismo desta partidocracia que não interessa nem ao menino Jesus e está a destruir-nos de há 50 anos para cá...

 

Olho para o PM e não o recomendo por não me parecer um homem de palavra, por dar o dito por não dito, por fugir ao contraditório e á transparência, por me parecer intolerante, coisa que um vendedor nunca deve ser, muito menos um PM que pelo contrário deve ser dialogante, cativante mesmo. Pelo que me apercebo é pessoa sem formação para a função, mal preparada, o que me leva a pensar estar na política por mera vaidade. A secundá-lo um líder para lamentar que não sabe defender com eficácia nem os seus pontos de vista, não tem uma argumentação linear, parecendo-me que ambos são vítimas e fruto da sua própria ignorância, serão homens sem vagar e que têm falta de leituras, estarão desfasados do tempo e do mundo que pisam ainda que não acreditem em tal... Resumindo, nem um canivete em segunda mão lhes compraria...

 

Para terminar pedir-vos-ei que não brinquem, quer gostem ou não, quer queiram ou não, André Ventura, cujos votos são tão valiosos quanto os dos outros candidatos, digo-o por estar escrito nas estrelas, vai ser o nosso próximo PM e, ou Portugal e esta democracia mudam com ele, ou simplesmente não mudarão nunca ...

 

Será uma mudança atabalhoada ? É provavel, mas a aprendizagem por tentativas e erros não é o mais antigo método conhecido desde que a história regista a caminhada do homem sobre a terra ? Então não há que temer, por maiores que sejam os erros serão emendados, agora é que nem para correcções os partidos estão virados…