quinta-feira, 29 de fevereiro de 2024

809 - TOLHERIAS, TULHERIAS, COLHERIAS ...



A ideia era que eu descolasse, me livrasse do que me apoquentaria ou tolheria a felicidade, tolheria, Tulherias, tellement contente d'être allée plusieurs fois au jardin des Tuileries, como se eu não fosse feliz ou pudesse ser, ou sê-lo mais esquecendo o passado, fundindo-me com o presente, abraçando o futuro, antevendo nesse futuro um anjo de braços abertos, esperando-me, aguardando-me, acolhendo-me, recebendo-me.

 


Era uma ideia tentadora, mas sendo eu um anjo feliz, una persona feliz, uma boa pessoa, uma pessoa excepcional, que vantagem tiraria daquela doutrina, daquela praxis, sabido ser que a memória se não apaga, apenas se acrescenta, se soma, e que + por + dá mais, - por – dá mais, + por – dá menos, - por + dá menos, tal qual me ensinou o mano há mais de cinquenta anos numa cábula que ainda anda por aí numa gaveta qualquer pois nunca tive coragem de atirar fora aquela preciosidade. 

 

Tentar apagar a memória seria como dilacerar a minha personalidade, o meu caracter, honestidade, transparência, sanidade mental, e todas essas merdas que acumulamos p’la vida fora e fazem de nós quem somos e como somos. 


Porque estas coisas se cultivam, cada um de nós constrói-se a si mesmo ou deixa que outros coloquem os tijolos, eu fiz-me a mim mesmo escolhi um molde exemplar, molde hoje em dia desvalorizado, hoje os aldrabões ultrapassam-me e ganham-me aos pontos, contudo eu prezo a pessoa que sou e diria sem sentido pejorativo e parafraseando Charlie Chaplin, "amo-me a mim mesmo" por isso mesmo caras amigas, sim, amigas, podem tratar-me por Bertinho pois o que me encanita é somente a desfaçatez já que em mim até o pior inimigo pode confiar, só tenho uma palavra e ainda estou no pleno gozo das minhas faculdades, e da sanidade mental que todavia tanta gente já perdeu, sanidade mental, precisamente ou talvez a área onde porém me considero mais forte ainda, pois não descarrilo, nem haverei nos tempos mais próximos de trazer amargos de boca a ninguém, posso até dizer e garantir que nessa área estarei mais bem preparado que a grande maioria, já que desde os dezanove ou vinte anos fui "treinado para ter as costas largas" neste caso a mente larga...

 

Capacidade mental elevada, "treino" que foi infelizmente sujeito à prova máxima e resistiu, não me deixei submeter nem submetido a sevícias mentais e psicológicas, nem às físicas, muito menos a essas. Neste aspecto diria ter saúde para dar e vender, não carrego nada que não deva e orgulho-me da verticalidade que me caracteriza, inda que esteja na moda o contorcionismo e a mudança de opinião de acordo com os interesses do momento...

 

Eu fui e sou construtor de mim mesmo, a self made man, e portador de uma personalidade que há 40 ou 50 anos valeria milhares como garantia ao balcão de qualquer banco ....

  

Honestidade, transparência, sanidade mental e todas essas merdas, quem assim falou não foi Zaratustra, foi ela, sim uma ela que não vai à bola comigo mas de quem eu gosto, foi ela quem viu, viu as minhas lealdades e transparências tão factuais e verdadeiras quão elas são e podem ser observadas à vista desarmada, sem lupa, tão à mão que ninguém precisará de um bisturi para as dissecar, ou de as colocar a secar sobre o relvado do Jardim das Tulherias, sim, ali expostas pois até eu gostaria de as ver, tão caras me são, tanto tenho penado para as manter, foram sedimentadas a pulso, tal como os alicerces da casa do Bacelo, que enchi à mão com a Luisinha.

 

Sim, com a Luisinha, há tanto tempo, era uma máquina ela, não perdia nem tinha tempo a perder com merdas, era do tipo arregaçar as mangas e vamos a isto, por isso agora este vazio e nada para encher, nem alicerces, nada nem ninguém que arregace as mangas, que me faça lembrar a Regisconta,

 

O homem da Regisconta, aquela máquina !

 

Vagueio pelo Jardim do Palácio de Cristal como há anos vagueei pelas Tulherias, mas agora sem rumo, pontapeando as pedras, e vem-me à memória o amigo Orlando Cristo de Carvalho, de Viana, que mandou duas ou três camionetas descarregar os restos de mármore com que enchemos os alicerces, à borla, porque eu merecia, porque era leal e transparente, já nessa época ele o sabia, Deus lhe torne leve os sete palmos de terra que tem por cima,

R. I. P. amigo Orlando.

 


Pois é, olhem, vou confessar-vos, parece que ainda a estou a ver á saída do cinema, parece-me sentida, arrependida pelo filme que fomos ver, naturalmente não tem culpa disso nem tal interessa, porque o que interessa foi o dia que passámos, foi o tempo que passámos juntos, foi o princípio de tudo, foi a confiança que se gerou entre nós e que se transmitiu, que se ganhou e que se alicerçou, e a confiança é a pedra base, o alicerce inicial de qualquer amizade.

 



Foi isto que então pensei sim, contudo lembro ter rematado o meu pensamento jurando de mim para mim que no próximo filme que fossemos ver, e se por acaso ele não prestasse, me sentaria e sentiria mais próximo dela, e me sentiria com confiança para, no escuro do "balcão" lhe pegar na mão para a consolar e não me ficaria pelos rebuçados, pegar-lhe-ia na mão com ternura e levaria no bolso, escondido, um saquinho de rebuçados que lhe depositaria em mão com carinho.

 

R. I. P. Luisinha.





quinta-feira, 15 de fevereiro de 2024

808 - O CHEGA, DA IMPORTÂNCIA POLITICA AO PAPEL HISTÓRICO NA ACTUAL E INSTÁVEL CONJUNTURA NACIONAL ..........

 

       A política, como a natureza, a química, a física,  amor, o universo, tem horror ao vazio e, como sabemos, nada se perde, nada se cria, tudo se transforma.  

 

É o que tem vindo a acontecer com o medo e a sangria que o Chega provoca nos partidos do sistema, se eles não o fazem e há espaço para o fazer e necessidade de ser feito alguém o fará, alguém dará o passo em frente, o Chega deu.

 

Os velhos e entrevados partidos do regime esqueceram a velha máxima;

 

Podemos enganar todos algum tempo

Podemos até enganar alguns o tempo todo

Não podemos é enganar todos durante todo o tempo…

 

O novel Chega soube interpretar a vontade dos eleitores e a necessidade de mudança, de limpeza, de redenção, fazendo-se arauto desse papel o Chega conquistou um lugar no coração dos portugueses e fez-se vanguarda da revolução que ele mesmo passou a apregoar.

                                                                                        


A democracia é o sistema mais frágil de todos, e o único que não tem mecanismos de preservação ou de auto defesa, dependendo da atenção, cuidado e vigilância dos cidadãos e dos eleitores. Ora os cidadãos tratam os partidos como os clubes de futebol da terra, jurando-lhes fidelidade eterna tenham eles os resultados que tiverem.

 

Não pode ser, sou fiel ao meu clube mas castigo os partidos que não cumpram com o que acho que devem a todos nós, por isso comecei na UDP na minha adolescência, já fui comunista, quando jovem maduro, bloquista, socialista, abstencionista, desiludido, revoltado, já fui tudo quanto vocês poderão imaginar. Não passo é um cheque em branco a nenhum partido, o voto é o timão com que o eleitor pode fazer guinar os partidos e conduzir a nação. Não abdico dele, nem de lutar pelos direitos de todos nós.

 

Portugal poderia ser um país tão ou mais rico e moderno que a Suíça, ao invés disso e graças ao nosso bairrismo caminhamos alegremente e pela mão de partidos nepotistas para um inaceitável quarto mundo… Poderíamos ter sido mas não somos, o PSD ficou órfão desde a morte de Sá Carneiro, e o CDS infantilizado e imprestável a partir de Freitas do Amaral, Lucas Pires e Manuel Monteiro.



Em 5 de Outubro de 1910 tivemos o bambúrrio que nos conduziu à Primeira República, que acaba em 1926 tendo a Salazar sido pedido que encabeçasse a pasta das Finanças. Os democratas de então conseguiram fazer durar a república e a “democracia” somente 16 anos, desta feita, graças à famigerada CEE, que nos deu uma cana de pesca mas não nos ensinou a pescar, e acumulando uma dívida inaceitável estamos prestes a comemorar 50 anos de desastre, corrupção, amiguismo, compadrio e nepotismo.

 

Portanto esse tal partido, o inominável, o tal de que muitos nem querem dizer o nome, é tão português e tem tantos direitos quão os demais, e tem sobretudo no momento presente um importante papel histórico a desempenhar, o de desbloquear o impasse em que os partidos do regime, ciosos de perder a teta onde mamam há 50 anos, nos lançaram sem apelo nem agravo.

 

O inominável Chega é pois o esperado e desejado instrumento de que a necessidade se serve para provocar a mudança imprescindível, o Chega é o veículo que trará o caos e deixará as cinzas de onde se erguerá a Fénix, sim esse mesmo, o Chega, o partido sem o qual doravante, depois de 10 de Março, nenhuma política será delineada, o partido de um homem só, o partido do “Homem Orquestra” *




Este caso único, este partido único, o Chega, surgiu por geração espontânea devido a um choque entre André Ventura, um militante do PSD que este não quis ouvir, como não quis nem quer ouvir ninguém, idem para os restantes partidos do sistema, incapazes de absorver ideias que não sejam oriundas dos seus prosélitos sábios, os tais sábios que têm conduzido o país ao fosso em que se encontra. Da contestação Justa de André Ventura nasceu o Chega, rapidamente espelho e reflexo de muitos injustiçados, por isso cresceu, cresceu, cresceu até ao momento em que André Ventura e o partido se confundiram.

 

O Chega quer se queira quer não é ele, e se ele se apagar o partido acaba-se, apaga-se. Mas atenção, um partido que vive à sombra duma personalidade não é partido, tal como um personagem que viva a sombra de um partido não é personalidade nenhuma, é um homem orquestra, is a one man show. Quer um quero outro são parasitas vivendo em simbiose e, a nossa sociedade, a nossa nação, tem parasitas de sobra como todos os bem sabemos. *




O que importa sobremaneira é combater a esquerda com inteligência, com propostas e soluções inteligentes, dando primazia ao homem, ao ser humano, ao valor e iniciativas individuais, acabando com esta desastrosa economia centralizada camuflada de democracia, acabando com a ilusão do colectivo, privilegiando o indivíduo, o seu labor, o seu entusiasmo, as suas ideias, o seu trabalho, o seu mérito.

 

O papel do Chega, que parece ter eleitores em quantidade, mas não os ter em qualidade, que terá muitos militantes mas nenhuns quadros, é sabido que o problema do Chega foram sempre as pessoas, o papel do Chega dizia eu, será o de fazer o trabalho sujo, desempenhar esse tal papel histórico que nas revoluções cabe aos líderes, aos vanguardistas que depois da barraca armada são tragados. 


Como é dos livros as revoluções tragam os seus filhos mais dilectos, Robespierre, sem dúvida a figura mais controversa da Revolução Francesa e uma das personalidades mais importantes dessa revolução, o homem cuja intransigência lhe valeu o apelido de "o Incorruptível", foi guilhotinado no dia 10 do “Termidor”, nem chegou a ver o fim da sua revolução …



 

Preparemo-nos portanto para o day after, o dia para o qual o Chega não está preparado, irá a reboque, vai atrelar-se, irá influenciar, vai mudar muita coisa, mas não subirá aos céus no dia em que a Fénix se erga nos ares e a liberdade e a democracia voltarem de novo a ser apanágio deste país. O lixo será varrido, os velhos partidos tentarão não desaparecer e os novos, os novos partidos representantes da direita conservadora estarão como sempre na linha da frente para garantir o ADN puro, nacional, e a continuação desta tão sofrida nação. Há mais marés que marinheiros, a história não pára, nunca parou, haja esperança, a vitória está certa,

 

Hasta la vitória siempre !!!!!!!!!!!!!

 





sexta-feira, 9 de fevereiro de 2024

805 - “ RECADO PARA TI, CURTO MAS FORTE…"

        
 

                   “ RECADO PARA TI, CURTO MAS FORTE…"

 

Amiga, amigo, militante, simpatizante, vizinho, conterrâneo, quem quer que sejas este recado é para ti, a quem roubaram a dignidade, ou tiraram debaixo dos pés o emprego, ou a família, ou a casa, ou o carro, ou tudo em que acreditavas, completamente tudo.

 

Este recado é para ti que acreditaste no 25 de Abril, nas patranhas de Abril, nessa abrilada aldrabada e agora te sentes enganado, espoliado, ludibriado revoltado e ofendido.

 

Este recado é para ti, que todos os dias ouves chamar democracia a esta piolheira em que transformaram a nobre nação portuguesa e, olhas à volta surpreendido com os democratas que ela deu à luz.

 

Este recado é para ti, a quem não deixam passar de precária (o) escravizada (o) mas a quem tecem loas, e de quem dizem dichotes, fazendo de ti uma empresária (o) individual com iniciativa, e empreendedora ( ). Que possivelmente serás, mas a quem nunca darão a mínima oportunidade para o provares.

 

Este recado é para ti, a quem aqueles que te escravizam devem o voto, ou pior ainda, devem a tua abstenção. A tua abstenção deixa o diabo à solta, o voto em quem não o merece faz de ti cúmplice de quem te explora, te escraviza e te rouba a dignidade. Quem elege estes falsos democratas não é vítima, é cúmplice.

 

Este recado é para ti que perdeste a fé e já não sabes em quem acreditar. Este recado é para ti, para te despertar, para te animar, porque eu estou a teu lado para lutar por ti, e por mim, a quem a censura desta democracia abafa a voz.

 

Este recado é para ti, porque só com recados e boca a boca me é permitido trazer-te uma palavra de confiança, uma palavra de solidariedade, uma palavra de esperança, uma palavra de conforto, um abraço intencional.

 

Este recado é para ti, e é um pedido meu para que passes palavra, para que digas a muitos anónimos como tu e eu que há quem esteja erguendo o estandarte da liberdade, que há quem esteja lutando contra tudo e contra todos para que a esperança de Abril se concretize e possas recuperar tua dignidade, a nossa dignidade.

 

 

 Este recado é para ti, para que voltes a acreditar;

 

 que a dignidade é possível

 

que é democracia é possível

 

que a igualdade é possível

 

que a justiça é possível

 

que a esperança está viva !!!


Este recado é para te dar um justo abraço e te jurar um compromisso. O juramento de que lutarei por ti, por nós, pelo país, pela nação, pela pátria até a libertarmos !! 

 

Até nos libertarmos !!

 

Tu, eu, todos nós num NOVO PARTIDO ! Junta-te a nós ! Junta-te à ADN !  à ALTERNATIVA DEMOCRÁTICA NACIONAL a nossa e a tua força !

 

Contigo, comigo e com todos chegaremos lá, e juntos sairemos do buraco onde nos meteram !!

 

 Não estás sozinha !!

 

Não estás sozinho !!

 

Viva Portugal !!

  

Viva Évora !!

 




P.S. - ESTE RECADO É PARA TI,

 

E MUITAS E MUITOS COMO TU E EU,

 

 PARTILHA-O,

 

ABERTAMENTE OU POR MENSAGEM PRIVADA,

 

MAS PARTILHA-O, DÁ FORÇA A ESTA LUTA !!

 

OBRIGADO E UM ABRAÇÃO DO BAIÃO !!

 

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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

802 - PEIXEIRADA OU CACOFONIA ….

 


Antes de começar deixai-me esclarecer-vos que estou agradecido a António Costa, e não a qualquer outro, o que tem sido feito pelo país. Continuará sendo graças a ele que tudo que no futuro for feito por Portugal será pensado, ponderado e orçamentado. Tudo levará a sua marca, ele constituirá a marca do antes e do depois do caos.

 

 Mas igualmente vos direi ser pessoa de quem não gosto, com quem nem simpatizo minimamente e que, a serem verdadeiras as sondagens me surpreendem pela negativa. "Se alguém duvida eu não, A. C. será tido e julgado como o PM que mais mal preparado se apresentou para governar este país. Os anais da história só lembrarão o actual primeiro-ministro como o homem que enterrou Portugal, os portugueses e a esperança.

 

 Há cinquenta anos que o país é submetido a mentiras constantes e mal governado, com A. C. passámos a viver uma mentira permanente e fomos pior governados. Miragens, lucubrações, visões, más formações, loucura e idiotice atingiram com ele os limites aceitáveis ou suportáveis, o paroxismo. Porém esta dose cavalar parece ter tido a virtude de acordar finalmente os portugueses da letargia em que viviam, podendo dizer-se que hoje tudo escrutinam meticulosamente. Por que pensam vocês que um partido desconhecido até há pouco sobe nas sondagens ?

 


 No início era o verbo, depois tivemos um animal feroz, o primeiro arlequim louco a animar a maralha… Ao intuírem que o centrão não os poderá levar a lado nenhum os portugueses acordaram e deduziram finalmente o modo arrevesado como os socialistas os trouxeram até aqui. E enquanto os partidos do arco da desgovernação (os restantes só têm empatado) andarem de braço dado quando os portugueses estão já fartos e cansados desse triste fado, tudo será cada vez mais e melhor escrutinado, avaliado e ponderado. O facto de praticamente todos os dias nascerem novos partidos, a maioria deles fundados por dissidentes que por dentro não conseguiram mudar aqueles em que militavam, a democracia está assegurada. (Pelo menos 14 estarão a concorrer em 10 de Março).

 

 Mas apuremos o saldo, deram-nos alguma coisa de extraordinário os socialistas, os democratas, os centristas ou os comunistas ? Deixar-nos-ão algo por aí além os actuais socialistas ? Mentiras e dívida sobrarão depois de cinquenta anos de corrupção, amiguismo, compadrio, desvario, incompetência, irresponsabilidade, desresponsabilização e oportunismo.

 

 Um problema transversal e cultural que suja todos os partidos do regime, diria eu, quero dizer, de falta de cultura, um problema de tecnicismo a mais e humanismo a menos, um problema de excesso de Excel e ignorância de Heródoto, um problema de ambição desmedida de gente sem estofo, sem tarimba, sem classe, sem garra mas com unhas, que deitam a tudo que possam.

 

De cinquenta em cinquenta anos aparece um deputado de louvar, morreu Sá Carneiro, temos agora a título de exemplo a Marisa, a Ana, a Catarina, e o Jirólmo para compensar. Entre um e outras (o) a banalidade, a boçalidade, o servilismo à disciplina partidária, o vampirismo de partidos organizados em função do poder, da avidez, da fortuna fácil, do politicamente correcto. Como desígnio e resposta a nada …

 


 Abri um velho Diário Económico e leio esta pérola, «…A Camargo Corrêa, empresa brasileira que controla a Cimpor desde Junho de 2012, está a estudar a venda de activos, o encerramento de algumas unidades industriais menos produtivas e rescisões de pessoal… na Cimpor prossegue com a apreciação do seu ‘portefólio' de activos não operacionais, não excluindo hipóteses pontuais de alienação”…» Uma empresa portuguesa nacionalizada sem qualquer pensamento estratégico (como todas as outras) lançou todos no desemprego e deixou de pagar impostos, obedecendo à lei cega do lucro fácil e rápido, sem custos, pois fechada renderá mais. A falta de cimento nos mercados fará subir os preços e rentabilizar em 300 ou 400% o investimento do grupo nela.

 

 Seguir-se-ão a Secil ? (1) E uma e outra empresa e muitas outras empresas até que emigremos todos e o país encerre de vez ? Que devemos aos democratas e aos socialistas que não mais de cinquenta anos de fingimento, que é como quem diz, de NINS ? Mesmo assim, nem sim nem não, ou aos social-democratas que não a morte das pescas, da indústria, da agricultura às mãos de Cavaco, ou esta cegueira suicidária do confinamento exagerado às mãos do ignorante A. Costa e que fulminou dezenas e dezenas de PME e com elas milhares de postos de trabalho.

 

 Depois de Salazar e Caetano ninguém mais soube como governar este país. Sentaram-se, estiveram, desfrutaram da cadeira do poder sem sequer imaginarem o que isso implicaria. Todavia a culpa não é só de quem governa, quase quarenta anos de Salazar e mais cinquenta desta democracia de merda devem-se a este povo a estes eleitores, dos quais metade descrê e não vota, sabendo-se que a outra metade vota nos mesmos de sempre julgando, e acreditando, que alguma vez esses mesmos irão fazer coisa diferente da que sempre fizeram.

 

 Felizmente apareceram uma dúzia de pequenos partidos abanando as consciências e acordando finalmente este ensonado povinho, que se levanta tacteando a parede em busca do papel higiénico, ignorante de tudo e por isso ainda mais desconfiado de todos. Por inacção ou omissão todos somos culpados e essa é a verdadeira questão. Mas afinal em quem poderemos confiar ? (14 irão concorrer a 10 de Março)

 


 Por que razão nunca se responsabilizaram os concelhos pelas suas taxas de desemprego ? É fácil e cómodo atirar as culpas para cima do IEFP. Por que nunca se responsabilizaram os concelhos pelas taxas de PIB alcançadas por eles mesmos ? É mais fácil culpar os sucessivos governos… Por que nunca se estabeleceram metas e exigiram resultados aos responsáveis, em cada município, pelos departamentos de desenvolvimento económico ? Que pariram esses departamentos ao longo de cinquenta anos a não ser bons empregos públicos ?

 

E o interesse público ? E o interesse dos eleitores ? E o dos munícipes ? Alguém conheceu a esses departamentos de “desenvolvimento” os planos de actividade ?  Alguém lhes conheceu resultados ? Alguém viu alguma vez os seus mapas de execução ? Alguém foi corrido ? Mudado ? Substituído ? Não culpemos somente os governantes, nem os presidentes, ou os vereadores, há por aí muito director, chefe de serviço e deputado municipal a precisar igualmente de ser reformado.

 

 Já vos devo ter contado que há uns meses ia matando uma criança com a mota, nem ia a mais de vinte à hora, para a evitar quase esbarrei com um carro que se apresentava em sentido contrário, felizmente com a brusquidão da travagem a mota derrapou e atirou-me ao chão antes de colidir com ele. Esfolei o joelho, a mão, o cotovelo, desloquei um ombro, mas não toquei no cabrão do gaiato, que ficou mais branco que a cal da parede. Saíra repentinamente pela porta traseira esquerda do carro da mamã que parara em fila dupla no meio da via, por culpa da inconsciência, mas também do planeamento da via junto à escola, nova, da incompetência de quem desenhou os acessos e da irresponsabilidade de quem os aprovou.

 

 Noutro dia abordarei esta questão com maior acutilância, por hoje já desabafei. Como se pode ser um bom ministro, presidente, ou um bom vereador, com subordinados ou colaboradores deste jaez ? Para já fica a questão ou a pergunta no ar…

 


 Portugal carece de reformas há cinquenta anos, imensas e profundas, a minha crítica a António Costa deve-se ao facto de ter tido uma oportunidade de ouro para as fazer e não as ter feito. Sim, porque fingir que faz e não fazer não pode confundir-se com uma reforma da administração local, ou o fecho de balcões com uma reforma da economia. Reformou-se por encomenda de quem nem o país conhecia e até o Dr. António Borges antes de falecer admitira o erro na nossa integração no Euro e causa parcial do desastre económico que se lhe seguiu e estamos a viver.

 

 A ignorância larvar e o desconhecimento do seu próprio país conduziram António Costa a um beco sem saída que agora nos quer vender como se fosse o paraíso, por isso as mentiras não param claro, agora é encadeá-las umas nas outras para que pareçam verdade. (o comissionista não era o 44?).

 

 Os portugueses toparam-no logo, e responderam-lhe com os pés, mas montado numa geringonça António Costa fez-se dono dum país ficando contudo com ele na mãos sem saber o que fazer-lhe e, sendo um trapalhão atrapalhou-se, mas trapaceou-nos o melhor que soube.

 

 Eu pelo menos, e julgo que mais portugueses, agradeço-lhe, agradecemos-lhe. O país nunca mais será o mesmo, nem a oposição, que mudará forçosamente, não mudou ainda o suficiente, nunca mudará o suficiente, mas o país tem mais gente, e mais gente significa mais opções e mais respostas, mais alternativas, mais partidos, o que nos garante nada mais vir a ser como era dantes.

 

 No que eu não creio mesmo é que quem nos trouxe até aqui daqui nos tire, porque para essa gente, “A OESTE NADA DE NOVO”, continuam pensando como pensavam, imaginando continuar a servir-se de nós como serviram.

 

É hora de dizer basta. É hora de mudar  !!

 

 

 (1)   http://economico.sapo.pt/noticias/cimpor-fecha-fabricas-e-despede-funcionarios-no-brasil_226793.html.